26 de fevereiro de 2009

Falar a esperança - terceira lição

Esperanto - Português

Kia demando, tia respondo. - Qual pergunta, tal resposta
Kia la vivo, tia la morto. - Qual a vida, tal a morte
Kia la arbo, tia la frukto. - Qual a arvore, tal os frutos
-aro
Arbo - arbaro (árvore - floresta)

P.s.: o final -aro ajuda a criar o substantivo, que significa um determinado grupo de determinada coisa.

Preparou: Dalicija Szuszczewicz

19 de fevereiro de 2009

Tudo simples, claro... não precisamos pensar

Escrito por Kristina Gedgaudaitė, Itália/Inglaterra/Lituânia

Leio “Memórias da Pessoa Jovem” de Ričardas Gavelis (escritor lituano), e me encanta a força de espírito das pessoas daquela época. Assim como encanto-me com as histórias de como se tinha acesso às literaturas proibidas na época soviética. De mão em mão, com cópias em papeis rasgados ou de pouquíssima qualidade, mas o importante era o conteúdo. Eu sempre admirei pessoas que não desistem, as quais fazem daquilo que acreditam: ações.


Não sei se é verdade, mas me parece que antes as pessoas pensavam mais e agiam mais. Talvez aqui são apenas aqueles que encontramos nas histórias e livros? Os outros, observadores sem nomes, os quais encontramos também hoje, foram apagados da lembrança do mundo. Mas talvez realmente, hipnotizados pelos reclames da televisão, já não temos mais forças para tomar alguma iniciativa?


Pegamos o mundo, dividimos em algumas partes e colocamos nas prateleiras dos supermercados. O sorriso fez-se já não mais possível sem o creme dental Colgate; reunir a família tem que ser sob o aroma da Knor; conversa com os amigos apenas usando o último lançamento de telemóvel(celular). Tudo simples e claro. Os anúncios são como mapas que nos mostram o que precisamos e onde conseguir. Criação tornou-se coisa tola, coisa velha sem funcionalidade para ninguém.


O tempo, percebo, cada vez mais e mais é calculado não com idéias e acontecimentos, mas com dinheiro. Até mesmo as idéias são separadas em dois grupos: aquelas que enfeitarão o CV e serão agraciadas, e aquelas que não são interessantes para ninguém, não são lucrativas.


Há a vontade de fazer algo, apenas não sei por onde começar. Vejo, percebo, que há algo de errado, mas como transformar as idéias em ações já não sei. E vem na minha cabeça as palavras da canção de Andrius Mamontovas(famoso cantor e compositor lituano) : „Quer mudar o mundo, mude primeiro à sí“. Talvez assim,

Sem limites

Escrito por Vladas Bartochevis, Lituânia/Brasil
Constantemente lemos ou ouvimos nos jornais notícias de mais uma pessoa que suicidou-se, ou pela perda de um amor, ou por encontrar-se sem emprego, ou por não encontrar mais motivos.
O mundo para esta pessoa acabou, por isso, não há mais porquê viver.
E todos nós corremos este risco quando pegamos uma parte do Todo e confindimos esta parte com o Todo.

Quando olhamos sempre mais além(não colocamos pontos finais, apenas vírgulas) sabemos que o mundo é mais do que uma pessoa, mais do que um relacionamento, do que um trabalho, do que um lugar, do que uma ideia, do que uma crença. Olhando sempre mais além, com o tempo, percebemos que nem mesmo poderemos enxergar as fronteiras deste mundo. E num mundo sem fim, as possibilidades não tem fim e não se pensa no fim,