4 de maio de 2009

Objetivo

Primeiro texto da Vírgula, escrito em 11 de novembro de 2008:

Temos a tendência de colocarmos o ponto final, não apenas no que escrevemos, mas também depois daquilo que sentimos inesperadamente, depois daquilo que pensamos passageiramente, depois daquilo que olhamos rapidamente. Por que nao irmos mais além?

Este é o motivo de termos criado este espaço, colocarmos uma vírgula e escrevermos mais, vermos mais, pensarmos mais, sentirmos mais.
Que aqui todos nós possamos plantar e também colher pensamentos e idéias. Um espaço aberto à todos para dividirmos nossos pensamentos, lembrando que o mais simples dos pensamentos, assim como o mais complexo, sobre a política de nossa era ou o orvalho desta manhã, independentemente da complexidade, é alimento de mesmo valor aos nossos pontos de vistas.
E por que isto é tão importante? Pois é assim que se caminha para a compreensão, a qual leva ao entendimento, à ajuda mútua, ao crescimento em todas as esferas no sentido do bem estar comum,

Vírgula

22 de março de 2009

Matar em nome da liberdade?

Escreve Dorota Snočik, Espanha/Polônia/Lituânia

Como todos sabem, em alguns países o serviço militar é obrigatório, como na Lituânia, Letônia, Polônia e etc. Outros países, como Espanha, França ou Itália também tem os seus exércitos, mas o serviço militar é voluntário. Pois é óbvio que sempre haverá pessoas que irão querer aprender o manusear de armas e que em certos momentos poderão atirar em nome da sua nação, e então por espontânea vontade servirão ao exército.

Vem a pergunta se ainda é necessário a obrigatoriedade do serviço militar? Ou se ainda as pessoas terão que procurar todos os meios para se verem dispensados de tal obrigação(Como muitas vezes acontece na Lituânia)? Realmente queremos que alguém mate em nome de nossa liberdade ou por motivo que normalmente não são tão claros? Qual é vossa opnião sobre isso?

Falando sobre este tema podemos lembrar de Israel, que nos últimos tempos sempre está nas notícias. Em Israel o serviço militar é obrigatório tanto para homens como para mulheres. Na lista para as forças armadas estão até mesmo imigrantes (!). Todavia mesmo lá, onde há um conflito sério com a Palestina, aparece pessoas que se negam a entrar para o exército e lutar contra o inimigo apontado. Shministim, um movimento de alunos em Israel, que por vários motivos são contra o derramamento de sangue e guerras, muitas vezes são punidos e perseguidos.

Realmente um grupo de soldados são capazes de conquistar a nossa liberdade, no sentido verdadeiro da palavra?

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Escreve Eduardo Mendes Barbosa, Brasil

Há muito tempo os exércitos são usados, não como uma alternativa de DEFESA de uma nação, mas como um
instrumento de medo e soberania em defesa de GOVERNOS que agem como se fossem os “escolhidos divinos” e não
como os escolhidos da nação para imporem interesses que julgam serem corretos. Estes interesses na maioria das
vezes estão atrelados ao poder econômico.

Acho que nestes países que por tradição entram muitas vezes em conflitos territoriais, como Israel, é bem mais
difícil mudar a obrigatoriedade de servir ao exército do que em países que não tem, em sua história recente,
conflitos deste tipo. Minha preocupação é se existe a possibilidade de ir contra isso apenas impondo ideias e
discutindo soluções, sem a utilização de armas,

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Escreve Kristina Survilaitė, Lituânia
Desde os tempos mais remotos as pessoas discordavam-se, lutavam-se uma contra as outras, isto está em nossos genes. Um dos motivos de criar o Estado foi a defesa contra os inimigos externos. Se olharmos para o exército do ponto de vista dos direitos da pessoa, então claro que assassinatos, não importa com qual objetivo, ou defendendo a nação ou estravazando a raiva, seria não permissível, mas não é atoa que mesmo países muito evoluidos do ocidente em seu sistema judiciário e em leis internacionais, regulamentando os limítes do uso da violência, faz ser legítimo o uso de métodos violentos, e um destes momentos é numa guerra por exemplo.

Na minha opinião o exército é necessário, a pergunta é qual o limíte do uso da força.
De acordo com as leis internacionais é proibido a intervenção de um Estado no território de outro Estado, mas no século XXI ainda não é descartavél uma coisa assim. Excelente exemplo é a guerra entre Rússia e Geórgia. Mesmo que na minha opinião a comunidade internacional interveio muito pouco neste conflito, mas influência mesmo assim de alguma forma houve. Um Estado depois da guerra pode ser isolado e e expulso da comunidade internacional, isto é um castigo terrivel ao Estado.
Pois então, o exército é necessário, mas eles devem existir para garantir a independência e a defesa do território de um país, e não para a defesa de interesses de determinados grupos politicos ou pessoas influêntes.

Mas sou a favor de um exército prifissional, se a pessoa não quer servi-lo, não deveria ser obrigado. Na minha opinião isto feriria os direitos humanos, pois nunca se deve obrigar alguém a oferecer sua vida . Se há pessoas que fazem isso por espontânea vontade e quer dedicar sua vida às forças armadas, para que precisamos traumatizar pessoas e obriga-las a servir,
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Escreve Frank Van der Berg, Holanda

Tão pouco que eu sei sobre a organização de Shministim, parece que é um movimento que merece todo o respeito. As pessoas e líderes em Israel só precisam entender que uma nação é uma comunidade ‘imaginada’. É um tipo de ‘ideal’ (sem que eu diga que é um bom ideal) que numa parte geográfica limitada mora só um povo ou pelo menos este tem todos os direitos para oprimir os outros, porque o país seria destinado para aquele povo. Em quase todos os países há algumas problemas assim, pessoas que não podem aceitar a realidade que moram estrangeiros no país delas. Acho que deve ser o direito de todos refusar o serviço militar. Toda a gente que é em favor da liberdade de expressão precisaria pensar assim, porque o serviço militar obrigatório nos deixa lutar para ideais do governo de um país em que nascimos por acaso.

Do outro lado, podemos votar e assim temos influência na opinião geral do país. Talvez seja bom quando a maioria da nação quer que o indivíduo lute para a nação, que isso acontece. Se não seja assim, o governo provoca descontatamento (porque a democracia não está funcionando).

Mesmo assim, a minha opinião não muda. Não é bom para um indivíduo com intenções pacifisticas lutar numa guerra, e representar lá um conceto vago como a ‘nação’. Ele podia estar filosóficamente no outro lado, como um alemão anti-nazista na segunda guerra mundial. Por isso, penso que deve ser um direito de refusar o serviço militar. Se não, o indivíduo risga morrer para idéais que não compartilha.

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Escreve Aušra Bučytė, Lituânia
Nunca refleti sobre isso se o serviço militar deve ou não ser obrigatório. Na verdade sou a favor de que haja exército, mas não necessariamente que anualmente jovens sejam chamados para ele. Acho que o correto é haver para todos os homens um treinamento curto de algumas semanas, assim não haveria um longo periodo longe da família e amigos, não precisaria deixar estudos ou trabalho. Mas com as mulheres a situação é totalmente diferente. Não penso que Israel age corretamente, quando obriga tanto homens como mulheres, pois a mulher por natureza é destinada não a isso. Mas acho que elas tem que ter o direito de escolher se querem ou não servir, quando são fortes suficientes, querendo aprender o que é um exército.
A última idéia vinda deste tema é que a civilização comtemporânea não é uma selva. As guerras contemporâneas são feitas de palavras e ideias. Apenas delas e não de armas, podemos resolver qualquer problema, resolver todos os desacordos, negociar. E como seria bom se isso compreendesse não somente nós, mas e outros países: Irão, Israel, Estados da Àfrica,
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Escreve Vladas Bartochevis, Lituânia/Brasil

São relevantes as posições daqueles que defendem a obrigatoriedade do exército e daqueles que são contrários.

Aqueles que são a favor dizem que é necessário que todos os cidadãos saibam manejar armas e o que é uma situação de guerra. Dizem que nosso povo pode ser pacífico, mas nunca se sabe as intenções de um país vizinho, e todos tem de estar preparados para defender sua nação dos perigos.

Os contrários dizem que já foi muitas vezes provado que um exército profissional, mesmo que seja bem menor, tem muito mais eficácia do que um exército maior de amadores que sempre vestiram os uniformes apenas por obrigação.

E além deste argumento há o fato de ser uma agressão ao ser humano obrigá-lo a fazer o que não se quer. Sempre achei uma arrogânia imensa dos Estados verem o cidadãos como seus instrumentos, quando deve ser o contrário.

Cada um deve ter o direito de escolher os rumos da sua vida... se quer fazer parte de um grupo de soldados, ou de um grupo de médicos, de engenheiros, de carpinteiros, etc. Pois assim vê-se não apenas o uniforme, mas fica também vizivél o coração e a alma, essenciais para qualquer sucesso,

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Escreve Pedro Ivo(Hadenes), Brasil

{Devemos sempre nos perguntar qual é o senso de nacionalismo? Amar a cultura em que vive? Em que nasceu? Ser fanático pela bandeira do país?
Eu particularmente não sou nnacionalista extremista, gosto muito pouco da cultura do país em que nasci. Agora isto é errado? Com certeza não...
As guerras servem pra defender algo em comum em ambos os lados das froteiras inimigas...pode se haver um crescimento na guerra quando omais forte se torna vencedor dos fracos...mas nem sempre esses fortes são bons como podemos ver na história tanto religiosa como politica...na verdade são fracos mascarados de fortes...enganadores no fundo de si...
Acho que o mundo não chega mais a este pensamento, mas a humanidade só evoluira quando deixar esse patriotismo descabido e sem proporções.
A humanidade só evoluirá quando tiver a mentalidade não de país, mas que o MUNDO, o planeta terra em geral é seu país!),

Semente - Shministim, Israel

Shministim é um movimento de estudantes em Israel que tem como objetivo a luta contra o derramamento de sangue e a guerra. Eles se negaram à servir o exército em Israel. Por seu comportamento são muitas vezes punidos e perseguidos.

Shministim são jovens de 16, 17, 18 anos, os quais sonham com a paz entre israelenses e palestinos, e em todo o mundo. Com a organização Jewish Voice for Peace Shiministim tenta fazer com que o maior número possível de pessoas no mundo saibam sobre eles, para que o governo de Israel saiba que eles não estão sozinhos. Pelo seu "antipatriotismo" muitas vezes são levados à cadeia, são alvos de chantagens, espulsos das escolas e muito agressivamente criticados.

Houve algumas companhias internacionais contra as prisões dos Shiministim. Algums deles foram presos várias vezes.
Nos tempos de hoje uma das armas mais poderosas é a informação. Esta arma os Shiministim tentam usar: se o mundo souber sobre eles(e se preocupassem) isso poderia garantir a segurança deles.
Mais sobre eles é possível saber no site da organização Jewish Voice for Peace: http://december18th.org/. Neste site também pode-se juntar-se à lista de pessoas que apoiam os Shiministim.

Abaixo um curto video onde falam os próprios Shiministim, explicam porque resolveram irem contra as leis e políticos de seu país,


Escreveu Dorota Snočik

21 de março de 2009

Falar a esperança - quarta lição

Esperanto - Português

Ni ne vivas por mangi, seb mangas por vivi – Nós não vivemos para comer, mas comemos para viver.
Ni lernas, per ke ni sciu – Nós estudamos para saber.
Mi venis por vidi vin. – Vim para ver você.

Formas do verbo:
Esti - infinitivo (estar)
Estis - passado (estava)
Estas - presente (está)
Estos - futuro (estará)
Estus - condicional (estaria)
Estu - imperativo (esteja)

Organizou: Dalicija Szuszczewicz

Vírgulas do agora

Dia 08/03/2009
A minha vírgula de hoje seria esta... e então pergunto o que fazer: quando já não vejo mais cores, não há sabores, não sinto mais qualquer perfume, até mesmo o vento já não sopra em nenhuma direção...?

Dia 26/02/2009
Cada pessoa tem um poder incrível de influênciar o ambiente e as outras pessoas. Há pessoas que com sua paciência, sua atenção ou mesmo com seu simples sorriso ou simples presença enche a alma dos outros de entusiasmo, incentiva a ver nas pequenas coisas maravilhas, flores na neve, desenho nos muros cinzas... e há pessoas que com o simples olhar de raiva ou desprezo são capazes de confirmar qualquer teoria que viemos do pó, somos um amontoado de pó, e nos transformaremos em pó,

Dia 20/02/2009
Subi no autocarro(onibus), era bem cedo mas o sol já havia surgido. Nada se via pela janela, pois aqui na Lituânia estes dias estão muito frios, naquele momento estava por volta dos -8 graus. E quando é assim, pelas janelas dos autocarros nada se vê, pois congelam-se. Mas o gelo que se forma nas janelas as vezes tomam forma de flores, assim como neste dia. Belíssimos desenhos de flores por todas as janelas... Pensei em duas coisas: a natureza tem a tendência natural para a beleza, não é necessário as mãos dos humanos. A segunda coisa é que a beleza está em toda parte, a pergunta é apenas uma: como olhamos?,

Dia 12/02/2009
Obriga a pensar... hmm... e se penso, significa existo? Estar e existir significam duas coisas diferentes eu acho... mas eu gostei dos seus pensamentos, espero mais!!!
Anômico

Dia 10/02/2009
Andava por uma loja de eletronicos e observava os novos televisores, apenas por curiosidade, pois os preços minimos eram de 3 mil euros. Quanto mais andava encontrava mais modernos e caros televisores. Por ironia eles estavam ligados no canal CNN, o qual apresentava uma reportagem sobre as crianças de Uganda, que mal tem lápis para escrever na escola, a qual nem cadeiras tem... interessante momento para mim,
Vladas

Dia 05/02/2009
O que é um louco? Aquele que desviou-se da realidade? Ou da vida estandartizada, onde a essência da vida são as expectativas, quando apenas espera-se e tenta-se não decepcionar?,
Vladas

Dia 28/01/2009
As pessoas nasceram, assim como as árvores, enraizar-se e depois se expandir para todas as direções, sem limites. Tudo o que limita a liberdade, não sendo para a proteção da liberdade do outro, é contra a naturalidade do ser humano,
Vladas

Dia 04/01/2009
Andam o avô e o neto, o neto pega a neve e tenta fazer uma bola, o avô explica que a neve deve estar húmida para isso... Bonito perceber aquele momento, o qual sabemos que a criança guardará para sempre,
Vladas
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Dia 29/11/2008
Não é a primeira nem a segunda vez que penso em alguém e esta pessoa também está a pensar em mim. Fico a saber quando resolvo telefonar ou escrever para ela.
Telepatia? Não sei nomear, mas sei que posso ser categórico em uma coisa: há muito mais do que a ciência e os olhos podem enxergar,
Vladas
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Esperava o autocarro sentado num banco e olhava o relógio. Em minha cabeça trabalho, estudos, contas e outras mil coisas. Uma criança pára em minha frente sorrindo e demorei alguns segundos para lembrar de sorrir também... Há algo de errado quando é necessário raciocinar antes de responder ao sorriso de uma criança,
Vladas 13/11/2008

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Estive a visitar um senhor, com cerca de 70 anos, muito bem disposto. Ele me mostrava fotos de 30, 40, 50 anos atrás...de repente olha para mim perdendo o sorriso que estava firme desde que cheguei e diz: "parece que foi ontem",
Vladas 11/11/2008