12 de fevereiro de 2009

Semente - Ona Mockienė 1923 – 2008

Muitas vezes mais cedo ou mais tarde as pessoas compreendem que aquelas respostas que procuramos não virão de um livro ou do olhar para o céu, mas sim observando com atenção cada momento rotineiro ou inexperado da vida. E muitas vezes o papel principal exercido nestes momentos representa alguma pessoa... aquela pessoa que conversa no onibus com seu amigo e ouço sem querer sua conversa que pode me trazer respostas; aquela pessoa, a qual vejo da minha janela a brincar com seu filho e seu cãozinho totalmente sem preocupações e personalizando a expressão “aqui e agora”; aquela pessoa que está sentada a beira do rio e observa as cores do pôr-do-sol; aquela pessoa que apenas acreditando em seus sentimentos influencia tudo a sua volta...


Cada pessoa é como um professor. Inevitavelmente muito ou pouco, ou positivamente ou negativamente, influenciamos tudo e todos que estão a nossa volta com nossa simples presença. Sabendo disso temos que ser responsáveis pelos nossos atos e palavras.


Olhemos para a História e aquelas marcantes personalidades que não são esquecidas são aquelas que obrigaram os outros a mecher-se e despertaram a vontade de mudar... para o bem ou para o mal: Hitler, Ayatollah Khomeini, Gandhi, Madre Teresa, etc.


Há muitas pessoas que são capazes de falar muito e belamente sobre belas coisas, como devemos agir, mas a pergunta é esta: ele é exemplo para alguém? Falar sobre as verdades da vida já é algo, mas os atos valem mais.


Ona foi uma pessoa simples, sem uma profissão ou conhecimentos especiais, e apenas acreditando em seus sentimentos e ouvindo seu coração deu bondade e esperança a uma enormidade número de pessoas, não apenas ajudando, mas também sendo simplismente exemplo.

Uma multidão de pessoas compareceu ao enterro de Ona, para se despedir. Para todos eles Ona foi alguém incrivel que lembrarão por toda a vida e contarão sobre ela para seus netos e bisnetos.


Ona viveu numa pequena cidade da Lituânia. Por toda a vida ajudou as pessoas, não por crença religiosa, mas espontaneamente. Para ela não era importante se a pessoa era pobre ou rica, ele realmente precisava daquela ajuda ou não, ele será depois uma pessoa melhor ou permanecerá como antes, não era importante o passado da pessoa, não era importante nem saber o nome dela. Ajudava a todos os quais recorriam a ela, dando lugar para morar, dando de comer e até mesmo encontrando trabalho para aquela pessoa.


E por mais incrível que pareça, muitos daqueles desacreditados, irrecuperáveis, que nem vontade tinham de outra vida, sentindo o amor e dedicação de Ona, não pedindo nada em troca pela ajuda que dava, nem mesmo a mudança, começaram a mudar. E talvéz o segredo para isso foi que Ona não agia por religião ou querendo reconhecimento, ela apenas acreditava em cada um.


É com grande alegria que apresento para vocês na Semente esta pessoa que agindo apenas de acordo com seus sentimentos e ouvindo o coração deixou uma imensa herança para o mundo: o exemplo,


Obs.: Agradecemos Guoda Giedraityté, neta de Ona, quem contou sobre sua história e ajudou-me a escrever este texto.

VÍRGULAS

Escrito por Eduardo Mendes Barbosa, Brasil:

Gostei muito do texto do Frank postado na semana passada, vou explicar aqui o porque.


Primeiramente pelo seu final, onde ele incentiva o debate de ideias e a busca por soluções. Quando eu e o Vladas idealizamos este blog o objetivo maior sempre foi este, uma mesa de debate onde as pessoas pudessem discutir e buscar soluções para um bem social. Ainda estamos começando com este blog mas acredito que este texto foi o primeiro a trazer este ideal. Agradeço seu texto Frank e gostaria que continuasse a escrever e, também, a debater e discutir ideias de outros textos deste blog.

Agora sobre a superpopulação, realmente é um problema em qualquer parte do mundo incluindo as cidades pequenas, pois quanto maior o numero de habitantes no mundo o consumo do meio ambiente também é maior. Acho que a solução para isso vem de diversos meios e a longo prazo, é algo muito grande para se fazer a curto prazo, porém é preciso começar imediatamente. A solução de ditadores nunca é a melhor, pelo menos é o que vimos na história. Nunca se deve escolher pessoas para morrem para um bem maior até que isso seja o último caso.

Pelo que você falou do transito na Holanda, deve ser muito melhor do que a de são Paulo onde andar de qualquer meio de transporte é péssimo, inclusive carro. Falo isso para que se possa ter uma ideia de como achar soluções imediatas é difícil, algo que pode funcionar muito bem aqui para o Brasil pode não funcionar tão bem para a Holanda. Vemos isso com o famoso Protocolo de Quioto onde os Estados Unidos, sendo um dos maiores poluidores do planeta, não querem assinar. Todos sabemos que é para o bem do mundo, mas não é bom para eles, e como fazemos?.

Não podemos proibir as pessoas de terem quantos filhos quiserem, mas podemos educá-las a pensarem melhor na importância de se ter um filho. Aqui no Brasil vemos que muitas famílias de baixa renda tem muitos filhos por ignorância, falta de conhecimento.

Acho que a educação é primordial para a salvação do planeta, pois não só o problema da superpopulação poderia ser resolvido mas como muito outros. Porque escolher quem precisa morrer se podemos nos precaver para que não seja necessário uma matança além da que já fomos expostos?

Uma outra coisa atrelada ao problema é a economia global. Países subdesenvolvidos são explorados por grandes empresas mundiais por terem graves problemas econômicos, onde possuem um numero muito grande de habitantes e muitos vivem abaixo do nível de pobreza, tendo mão de obra barata as empresas pagam pouco e lucram muito e isso impede que pessoas com poderes nas mãos tomem atitudes para o bem do mundo.

O mundo hoje funciona como uma máquina velha que tem medo de ser desligada para manutenção e com isso vai ficando cada vez mais velha. Hoje ele já está doente e já deveríamos ter tomado medidas emergenciais. Por isso acho que as discussões deveriam sair o quanto antes do papel de mesas de burocratas e começarem a ser colocadas em prática.

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Escrito por Mariana, Brasil:


Refletindo um pouco sobre o que foi colocado pelo Frank em relação a explosão demográfica.
Tenho uma visão parecida com a dele, mas gostaria de acrescentar um ponto que a meu ver é importantíssimo para o tema, que é a EDUCAÇÃO. Podemos perceber que nos países mais desenvolvidos não há necessidade de controle da natalidade, simplesmente porque as pessoas têm acesso a educação e principalmente consciência da tamanha responsabilidade que é educar um filho, principalmente no mundo de hoje. Infelizmente, pessoas menos favorecidas que consequentemente não tem acesso a educação, por mais informação que possam ter pelos canais de comunicação, não conseguem assimilar o tamanho do problema que podem gerar para si mesma, seus filhos e sociedade, o fato de conceber filhos para constituir uma grande família na esperança de que ajudem no orçamento da casa, ou por seguirem religiões que condenam o uso anticoncepcional, seja ele qual for.

Sendo assim, acredito que uma forma de controlar a natalidade por enquanto seria melhorar as condições do ensino gratuito, tratar as crianças como devem ser tratados, ou seja, o futuro da nossa nação. A partir daí, acredito que futuramente teríamos indivíduos mais críticos e exigentes que consequentemente saberiam lidar com a natalidade, distribuição de renda, ações desonestas vindas dos governantes, e vários outros problemas que enfrentamos atualmente, principalmente o respeito com a natureza. Não estou dizendo que com a população mais culta não teremos esses problemas, mas sou capaz de afirmar que o número diminuirá consideravelmente,
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Escrito por Vladas Bartochevis, Lituânia/Brasil:

Refletindo um pouco sobre o que o amigo Frank e a amiga Mariana escreveram,
A função do governo não é limitar as pessoas, mas permitir que todos vivam em harmonia e prosperidade. E quanto mais o governo tenta remediar os problemas com censuras fere o direito a liberdade que é primordial.
Mas como pode-se preservar a liberdade e não ferir a harmonia ao mesmo tempo? Uma pessoa é realmente livre quando tem consciência de sí e do espaço, e assim pode e se responsaviliza de maneira consciênte pelos seus atos. Portanto muitos problemas desaparecerão quando todos exercerem de facto a liberdade, e como é óbvio, a matéria prima para isso é a educação,
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Escrito por Dorota Skočik, Espanha/Polônia/Lituânia

Frank colocou a vírgula, agora tentarei eu apresentar meu pensamento sobre o mesmo tema.
Não sei se alguém já ouviu falar, mas há um projeto bem diferente chamado Voluntary Human Extinction Movement (mais informações: http://www.vhemt.org/).
Eu sou a favor. Somos já muitos aqui e o resultado já é bem claro, mas... a diminuição da população não é a única solução! Uma vida ecológica (diariamente, e não apenas de vez em quando), eis o que poderia fazer da Terra um lugar mais agradável para se viver, mesmo com um número maior de pessoas. Esta idéia é banal, mas é necessário nos dispormos a realmente realizá-la. Temos que começar a pensar mais antes de agir, e não então, quando já será tarde,
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Escrito por N'cok Lama, Guiné-Bissau/Portugal:

Bem, começo po dizer que as ideias colocadas pelo Frank são curiosas e merecem toda a nossa atenção. Sabendo que muitas vezes o planeta faz a sua própria selecção creio que ninguem tem dúvidas disso! Não é por acaso é que as pessoas morrem e outras nascem! Que há uma sobre-população há. Nos países do Terceiro Mundo, existem estes problemas. Uma das razões tem que ver com a falta de uma formação de base, para que as pessoas em detrimento das suas condições, só terem um ou dois filhos. As vezes, os nossos governantes, não pensando em arranjar meios para ajudar na produção de bens essenciais para o consumo das populações, "obriga", ou seja, faz com que cada um opte por ter mais filhos, para no futuro ser uma suposta "máquina" de produção. Ora, quando isto acontece, todos esquecem que o Planeta também acaba por não suportar este peso. Aliás, até podia suportá-lo, se as riquezas forem repartidos de froma equitativa. Acho que a suposta "doença do Planeta" deve-se ao facto de o homem em si estar doente, porque só pensa no seu umbigo!

Eu sou de um país do Terceiro Mundo, não creio que haja o problema de super-população, só acho que os governantes já não têm mais espaços nos seus cérebros para pensar a essência dos indivíduos e a sua importância no Planeta! É bom ter muita gente no Planeta! Sim, desde que ambos comungam de mesma ideia para o bem deles próprios e do Planeta. Digo sim, porque o muito começa a partir de duas pessoas, embora este não seja o caso. Tal como disse o Frank:- tudo por excesso causa mal-estar, então diria eu que tantas políticas fúteis não ajudam em nada. Em vez de utilizarem as riqueizas de maneira descriminada, é melhor utilizá-lo na formação dos futuros pais, assim, quando pensam formar uma família, façam-no a pensar no futuro, sob pena de o planeta se encarregar de fazer jus com os seus próprios meios: extinguindo as espécies, dos mais fracos até aos mais fortes, como aconteceu no passado com os Dinossauros e ídem aspas!,

11 de fevereiro de 2009

Falar a esperança - segunda lição

Esperanto - Português

Kato estas besto – gato é animal.
Libro estas objekto – livro é objeto.
Rozo estas floro – rosa é flor.
Pomo estas frukto – maçã é fruta.

Regras:
O final -isto mostra a profissão ou atividade a qual a pessoa exerce.
Ex: Laboristo - trabalhador
traktoristo - motorista de trator
instruisto - professor

O final -anto mostra a pessoa que exerce uma atividade que não é sua profissão
Ex: Lernanto - aluno
leganto - leitor
skribanto - escritor